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terça-feira, 21 de maio de 2013

Alcântara


                                                            “ ALCÂNTARA”
                                          Um filme de Miriam Rezende Gonçalves

Apresentação

Carlos Alberto Pedrini, engenheiro mecânico, trabalhava no projeto Veículo Lançador de Satélites da Aeronáutica e morreu misteriosamente. “Alcântara” é o resultado dessa pesquisa que comecei há 9 anos, quando eu e minha família fomos surpreendidos pela notícia da explosão da torre de Lançamento de Alcântara, em 2003. Carlos foi condecorado como HERÓI e recebeu as mais altas comandas que um civil pode receber no país. Carlos era um idealista que perdeu precocemente a vida acreditando que o Brasil poderia conquistar o espaço. Carlos era meu primo e é a ele que dedico este trabalho.

Alcântara – palavra árabe que significa “a ponte” – é uma cidadezinha do estado do Maranhão com localização privilegiada, o lugar mais próximo da linha do Equador. Isso quer dizer que qualquer satélite que saia de suas bases tem uma economia de 30% em seu lançamento. Essa península sempre foi muito disputada e é parte de um projeto para se tornar o melhor espaço-porto do planeta, inclusive cobiçada a se tornar território internacional, sob fortes protestos nacionalistas.

Alcântara é um território cercado de interesses diversos e difusos, alguns públicos e conhecidos, outros ocultos e misteriosos. O Programa Espacial Brasileiro começa uma nova fase de pesquisa e pioneirismo tecnológico com a reconstrução da base de lançamento em Alcântara. Ao lado disso, volta-se a falar do interesse internacional sobre a Amazônia e o controle aéreo da região, através do nebuloso projeto Sivam. (Ex) Quilombolas reivindicam o lugar como altar de seus ancestrais, um solo sagrado que precisa ser vigiado à todo custo. Estudiosos de óvnis, alegam que Alcântara é um porto de embarque e desembarque de objetos voadores não-identificados, com relatos de avistamentos e contatos de 3.º grau e 4.º graus. 

O roteiro dramatúrgico de “Alcântara” é um thriller de suspense que foi selecionado para o “Laboratório de Roteiro de Longa-Metragem”, do dramaturgo cubano Eliseo Altunaga e aprovado para o seminário “Histórias de Roteiristas 2012”, do Núcleo de Audiovisual da Universidade Mackenzie. Esta história é apresentada em formato de longa-metragem com forte potencial para se transformar num seriado especial de TV. Este projeto quer revelar ao  público brasileiro que o país tem um adiantado e sério Programa Espacial que envolve centenas de pessoas, especialistas, técnicos e intelectuais dedicados a desenvolver uma tecnologia própria. Poucas vezes tratado pela cinematografia nacional, o filme quer revelar este universo dos avanços da ciência e da tecnologia aeroespacial brasileira.

Meu Brasil brasileiro.

Nós temos Alcântara! 


Vamos juntos mudar os padrões e trazer um novo conceito de herói para as crianças e jovens do Brasil? 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Alcântara, Apresentação do filme

Carlos Alberto Pedrini, engenheiro mecânico, trabalhava no projeto Veículo Lançador de Satélites da Aeronáutica e morreu misteriosamente. “Alcântara” é o resultado dessa pesquisa que comecei há 9 anos, quando eu e minha família fomos surpreendidos pela notícia da explosão da torre de Lançamento de Alcântara, em 2003. Carlos foi condecorado como HERÓI e recebeu as mais altas comandas que um civil pode receber no país. Carlos era um idealista que perdeu precocemente a vida acreditando que o Brasil poderia conquistar o espaço. Carlos era meu primo e é a ele que dedico este trabalho.


Alcântara – palavra árabe que significa “a ponte” – é uma cidadezinha do estado do Maranhão com localização privilegiada, o lugar mais próximo da linha do Equador. Isso quer dizer que qualquer satélite que saia de suas bases tem uma economia de 30% em seu lançamento. Essa península sempre foi muito disputada e é parte de um projeto para se tornar o melhor espaço-porto do planeta, inclusive cobiçada a se tornar território internacional, sob fortes protestos nacionalistas. Alcântara é um território cercado de interesses diversos e difusos, alguns públicos e conhecidos, outros ocultos e misteriosos. O Programa Espacial Brasileiro começa uma nova fase de pesquisa e pioneirismo tecnológico com a reconstrução da base de lançamento em Alcântara. Ao lado disso, volta-se a falar do interesse internacional sobre a Amazônia e o controle aéreo da região, através do nebuloso projeto Sivam. (Ex) Quilombolas reivindicam o lugar como altar de seus ancestrais, um solo sagrado que precisa ser vigiado à todo custo. Estudiosos de óvnis, alegam que Alcântara é um porto de embarque e desembarque de objetos voadores não-identificados, com relatos de avistamentos e contatos de 3.º grau e 4.º graus.


Tags: #alk #alcântaraofilme #programaespacialbrasileiro #aeb #pnae
Leia: http://alcantaraofilme.blogspot.com.br/2013/03/alk_22.html

domingo, 3 de março de 2013

PNAE e o Programa Espacial Brasileiro

Programa Espacial Brasileiro promete decolar!

Divulgado pela AEB (Agência Espacial Brasileira) o novo PNAE. Investimentos no setor AeroEspacial  foi confirmado após anos de escassez. A AEB e o DCTA aguardam aprovação da opinião pública para que o PNAE seja executado, e nós, esperamos contribuir bastante para que isso aconteça. O documento foi autorizado e assinado pela Presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Roussef. 



Nada melhor que um filme para ajudar na missão de mobilizar a opinião pública. Afinal, cultura é necessária e abre portas. Vamos de Alcântara rumo ao espaço minha gente!

 Tags #alcântaraofilme #alk #programaespacialbrasileiro #sampamaranhão


Saiba mais pelo Link: PNAE AEB

domingo, 10 de fevereiro de 2013

PROGRAMA ESPACIAL tenta retomar rumo

Matéria publicada na revista Carta Capital de fevereiro. 10/02/2013 15:39

Corrida Espacial


O SCD-1, primeiro satélite brasileiro, completou 20 anos no espaço no sábado 9. E a sensação é de que, enquanto dava com precisão suas mais de 105 mil voltas em torno da Terra, o programa espacial nacional se perdia. Desde o lançamento daquele 9 de fevereiro de 1993, o setor cresceu, mas não como se projetava e não de acordo com o progresso do país. O rumo, afirmam especialistas, só foi retomado nos últimos anos.  O satélite marcou o ápice do programa brasileiro. Foi seguido do lançamento do SCD-2, em 1998, e era parte de um projeto ambicioso, a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), que tinha como objetivo dar ao Brasil o domínio do ciclo espacial completo – privilégio de poucos países. Uma etapa, a dos satélites, foi realizada com reconhecido sucesso. Outras, como o desenvolvimento de um lançador, jamais foram concretizadas.  “Foi o auge do programa espacial brasileiro, mas, desde então, o progresso não foi mantido. A MECB foi interrompida, os recursos pararam de chegar. Não se cumpriu o planejado, e só agora, com o chamado Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), uma nova abordagem está sendo empregada”, opina Othon Winter, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do conselho deliberativo da Associação Aeroespacial Brasileira (AEB).


NOVOS INVESTIMENTOS

Recursos no patamar dos anos 1980

O Pnae é por diversos pontos alvo de críticas, mas tem o mérito de, com um plano para o período 2012-2021, pôr fim a anos de orçamentos insuficientes e irregulares do setor. A ideia é que o investimento anual volte aos níveis dos finais da década de 1980, quando chegou a 260 milhões de reais (nos valores de hoje). Em 1999, por exemplo, a verba destinada ao setor foi de apenas 21 milhões de reais.  Os recursos ainda são baixos se comparados com os dos Estados Unidos, que destinam 15 bilhões de dólares por ano só para o seu programa espacial civil, ou com os da Índia, emergente como o Brasil, mas que dá 450 milhões de dólares para o setor todo ano. Mas representa uma guinada após mais de uma década de avanços lentos.

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Do acordo com Índice Futron de Competitividade Espacial, que mede o desempenho de 15 países no setor, o Brasil aparece em 11º lugar, mas dá sinais de melhora. O relatório ressalta que o programa brasileiro começou a reavaliar suas prioridades, aumentar os fundos e expandir suas parcerias, mas diz ser preciso esperar para ver se esses passos serão suficientes para manter o país à frente de outras nações da região que começam a emergir na cena espacial. Apesar dos percalços, o programa espacial brasileiro teve realizações nas últimas duas décadas. Em parceria com a China, conseguiu desenvolver e pôr no espaço três satélites CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres). Além disso, aumentou e melhorou sua infraestrutura, como o Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), referência no Hemisfério Sul, operado com reconhecida competência.


Parceria com setor privado

Mas parte da crítica, afirma Winter, está no fato de as realizações terem sido alcançadas de forma esporádica, fruto de ações isoladas de um ou outro governo e não de uma política de Estado contínua. E ele aponta como consequência negativa disso o acidente de 2003 na base de Alcântara, que custou a vida de 21 pessoas, e o afastamento do Brasil do projeto de construção da Estação Espacial Internacional (ISS) por não honrar seus compromissos. Para melhorar o setor, um dos meios encontrados pela Agência Espacial Brasileira (AEB) foi se esforçar para aumentar a participação da indústria nacional nos projetos espaciais. No ano passado, foi criada a Visiona, fruto da associação da Embraer (51%) com a Telebras (49%). Ela ficará responsável pelo desenvolvimento do primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), previsto para ser colocado em órbita em 2015. Investimento no setor espacial brasileiro é muitas vezes centro de críticas num país com outras carências, mas o diretor do Inpe, Leonel Perondi, ressalta que dar recursos à área é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias estratégicas em outros segmentos. “Temos que produzir com maior valor agregado. A área espacial é uma área que promove muito a produção de itens mais sofisticados, e o setor é muito importante para qualificar a indústria. Ele poderia ser maior no país, porque o país precisa caminhar mais nessa trilha”, afirma.

cartacapital: programa-espacial-brasileiro